Dos vestíveis ao 5G, coletores de dados têm novas tecnologias

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25 de maio de 2022

A evolução dos coletores de dados está atrelada aos recursos demandados pelas aplicações dos clientes. O sistema Android, a cada versão, traz novos recursos e facilidades para o uso dos dispositivos. A indústria toma posse deles, viabilizando maior facilidade de uso dos sistemas, além de trazer inovações e agilidade nos diversos processos da cadeia de consumo.

As principais evoluções nos coletores de dados, de forma geral, estão na redução de tamanho e peso, com a integração de novas tecnologias conforme são lançadas no mercado. Hoje há coletores de dados capazes de executar as versões mais atuais do Android, com tecnologias embarcadas, como leitor de código de barras 2D de longa distância, câmera, Wi-Fi 6, Bluetooth 5.0, telefonia móvel 5G, NFC, RFID, GPS, entre outros. É possível até mesmo utilizar esses equipamentos para operações de voice picking e geolocalização.

Para operações de demandam maior robustez dos equipamentos, há coletores de dados que suportam quedas de 2 metros de altura, que operam em locais com temperaturas que variam de -20oC até 50oC, grau de proteção IP67 e até para serem utilizados em áreas explosivas. Uma tendência interessante na linha dos coletores de dados são os coletores vestíveis. Eles são desenhados para serem vestidos pelo usuário, permitindo que esse mantenha as mãos livres para o manuseio de produtos ao mesmo tempo que mantém a facilidade de acesso às informações necessárias para seu trabalho.

Mas é importante salientar que existem várias especificações de coletores de dados, sendo desde os mais básicos, que atendem a demanda mais simples da indústria e comércio, até os mais avançados, que integram todas as tecnologias, permitindo executar operações complexas num único equipamento.

A evolução dos coletores de dados

 A evolução dos coletores de dados ocorre de forma gradativa. Antes do advento do Windows CE – o sistema operacional Windows para dispositivos compactos – os coletores de dados eram basicamente desenvolvidos com sistema operacional proprietário, diferindo de programação e aplicativos entre os modelos e fabricantes. Essa fase dos coletores de dados com sistema operacional proprietário implicava em alto custo de desenvolvimento de aplicações, além dos clientes ficarem atrelados a uma marca ou segmento de equipamento.

Após o lançamento do sistema operacional Windows CE para coletores de dados, em meados de 1996, desembarcaram no mercado diversos modelos. Por terem um sistema operacional padronizado, a adoção desses equipamentos foi ampliada, facilitando a interoperabilidade de soluções de marcas diferentes em um mesmo ambiente, pois havia uma maior facilidade de desenvolvimento de aplicações para uma maior gama de fabricantes e modelos de coletores.

A chegada do sistema operacional Android

Apesar do sucesso e da contínua evolução do sistema Windows para os dispositivos móveis, o sistema operacional Android foi lançado pela Google e iniciou-se o interesse da indústria e comércio por essa plataforma. As versões iniciais do Android não se mostravam seguras para os processos da indústria e comércio. Foi apenas a partir da versão 4 (Ice Cream Sandwich), em 2011, que observou-se o movimento acentuado dos fabricantes de coletores de dados para esse sistema operacional.

O número de coletores de dados disponíveis para a indústria e comércio ampliou-se muito após a versão 5.1 (Lollipop) do sistema Android, que ocorreu em meados de 2015. É importante observar que algumas versões dos sistemas operacionais Windows CE e Windows Mobile já não recebem mais atualização da Microsoft e outros não têm mais suporte na versão.

A versão do Windows CE 5.0, muito utilizada nos coletores de dados, teve seu fim em 2019. As demais versões do sistema operacional Windows para coletores móveis já possuem fim de vida definido pela Microsoft e os fabricantes de coletores já não estão oferecendo este sistema operacional como solução em seus dispositivos.

Fabricantes adotam requisitos mínimos de hardware

Em consonância com a evolução dos sistemas operacionais, foi necessário que os fabricantes dos coletores de dados desenvolvessem dispositivos com os requisitos mínimos de hardware para suportar os recursos solicitados pelos sistemas operacionais, além dos aplicativos cada vez mais complexos que exigiam mais velocidade de processamento, memória e outros recursos.

Assim como o sistema operacional afetou radicalmente o mundo dos coletores de dados, o desenvolvimento das tecnologias de WiFi, Bluetooth, Biometria, RFID, entre outros, também impactou positivamente o desenvolvimento dos coletores de dados, permitindo operações cada vez mais complexas, como picking orientado por voz, inventário por RFID, entre outros.

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