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Diminua as perdas com coletores de dados nos supermercados

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30 de outubro de 2020

Pesquisa da Abras aponta que 87,2% das redes usam os coletores de dados nos inventários; outros 78,2% os utilizam no recebimento de mercadorias.

 

As perdas do autosserviço supermercadista somaram R$ 6,9 bilhões em 2019, o que corresponde a 1,82% do faturamento bruto do setor, de acordo com a 20ª Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro de Supermercados, apurada pelo Departamento de Economia e Pesquisa da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Um total de 62% das perdas são oriundas de perdas conhecidas e 38% de causas não conhecidas. Independentemente da origem, elas poderiam ser menores se fossem melhor controlados os processos de estoque, com o uso eficiente de coletores de dados.

 

Senão, vejamos. Das perdas conhecidas, o vencimento de produtos é um dos principais fatores. As perdas desconhecidas, por sua vez, são caracterizadas pela falta de controle em processos que envolvem a movimentação de mercadoria na loja. Assim, é mandatório que os supermercadistas estejam mais atentos com relação às perdas, uma vez que as margens estão cada vez menores e a concorrência é grande.

 

No caso das perdas originárias por produtos vencidos, a falta de atenção e de controles automatizados, com o uso adequado e frequente dos coletores de dados, por exemplo, poderia ser evitado. Uma boa logística e a utilização assertiva de tecnologias no estoque podem indicar antecipadamente que determinado produto está prestes a vencer. Com essas informações, o varejista pode tomar sua decisão sem registrar prejuízo.

 

Uso frequente dos coletores de dados nas lojas

 

A 20ª Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro de Supermercados aponta que 87,2% dos supermercadistas ouvidos na pesquisa fazem uso dos coletores de dados na realização dos inventários. Outros 78,2% também usam os coletores de dados no recebimento das mercadorias. Ainda assim as perdas ocorrem e vale lembrar que, no mesmo estudo da Abras, 37,6% dos respondentes mencionaram que realizam o inventário nas lojas anualmente, enquanto 24,3% o faz duas vezes por ano ou a cada seis meses.

 

O inventário em supermercados disponibiliza uma série de informações, como os produtos que estão em estoque, conferência das quantidades e levantamento dos valores associados a todos os itens. O objetivo, invariavelmente, é saber se os estoques contidos no sistema de gestão coincidem com o que realmente estão dispostos nas prateleiras. Também é o momento para a averiguação do cadastro de mercadorias, onde são validados os dados dos produtos, como código, nome, marca, peso, valor de venda, etc.

 

Planejamento é essencial no inventário

 

Para a realização do inventário em supermercados é necessário um planejamento onde sejam definidas as ações, os participantes, os objetivos e de que forma será realizada a contagem e atualização das informações. O inventário é uma tarefa que exige dedicação, paciência, organização e precisão.

 

O inventário, com o uso de boas ferramentas de controle, como os coletores de dados, é uma excelente ferramenta para a correção de processos, bem como para uma avaliação da situação real do supermercado. É, sem dúvida, um desafio, mas, se bem realizado colabora efetivamente na gestão, o que contribui positivamente para o resultado da empresa.

 

 

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